Sem dúvida, melhor coletânea de fatos sobre Stephen Moyer. (melhor até que o artigo do wikipedia)
É o ator britânico simbolo sexual da vez. Alguém mais aí duvida?
Para o ator britânico Stephen Moyer – que interpreta o herói romântico, Bill Compton, um vampiro de 173 anos – True Blood o tranformou em um astro e, aos 39 anos, um simbolo sexual meio atrasado.
O vampiro de Moyer é um herói trágico nos moldes de Heathcliff. A primeira vez que ele aparece na tela ele está pedindo uma garrafa de sangue sintético (O-negativo, seu sabor preferido) em um bar da Louisiana. Cabelos escuros e mortalmente pálido, ele exala uma tranqüilidade e intensidade controladas. Seus olhos se prendem aos da garçonete Sookie (Anna Paquin), que lhe informa que eles tinham algumas garrafas, mas como ninguém pedia, então estavam sem. ‘Você é o nosso primeiro vampiro… “, diz ela.
Moyer agora possui uma legião de fãs do sexo feminino nos E.U.A, que intitulam a si mesmas de “Donzelas do Moyer” e “Gatinhas do Bill” (você pode comprar T-shirts no site do último grupo de com as legendas: transformada pelo Bill ou renda-se a mim!). Enquanto isso, o seu romance da vida real com Paquin, atriz com o principal papel feminino da série e sua namorada na tela, tem tornado o casal um alvo dos paparazzi em Los Angeles. Quando eu encontrei com ele em agosto, em um café ao norte de Londres próximo ao Hampstead Heath, o contraste com o vampiro Bill não podia ser maior. Ninguém parecia reconhecê-lo. Ele pediu um café expresso duplo com leite quente e comprou para nós dois pães de passas. Ele está usando botinas, meias grossas, bermuda cargo e uma camiseta com uma caveira atrás. Era apenas 10:30h, mas ele já tinha jogado o lixo fora e se encontrado com um amigo. “Eu só ficarei aqui por 10 dias”, diz ele. “Eu estou tentando segurar os segundos.”
True Blood é baseado na série de romances Sookie Stackhouse de Charlaine Harris – “uma leitura divertida,” Moyer diz. Eles são a fonte de algum vocabulário característico – groupies de vampiros são chamados de ‘fang-bangers’, a hipnose dos vampiros nos seres humanos é conhecida como ‘glamouring’. O primeiro romance, Dead Until Dark, foi publicado em 2001, mas no mês passado todos os nove títulos da série apareceram simultaneamente na lista de bestsellers do New York Times.
A série (uma terceira temporada acaba de ser autorizada), se passa na pequena cidade fictícia de Bon Temps, Louisiana, idealizando um mundo onde os vampiros “saíram do caixão” pela primeira vez e estão tentando arduamente ser aceitos pela sociedade convencional (apesar dos esforços das campanhas da Liga Americana dos Vampiros).
“Ela começa esquisita, e fica mais esquisita ainda”, diz Moyer. É muito sexy, muito violenta, muito inteligente e facilmente transcende o gênero vampiro repletos de clichês. Pode ser muito engraçado: Angelina adota bebê vampiro é uma manchete de jornal lida no primeiro episódio, Deus odeia presas é o anuncio de um letreiro na abertura da série. “Há paralelos óbvios na narrativa em relação a homossexualidade”, diz Moyer – Ball é gay – “ou ao fim da segregação nos anos 1960. Está lá pra quem quiser ver. “
Ao se tornar mais visíveis, os vampiros são mais vulneráveis. O seu sangue – conhecido como “V” – tornou-se uma droga ilícita popular entre os seres humanos, principalmente devido ao seu efeito sobre a libido, e os criminosos estão matando vampiros para abastecer o comércio. “Não é o vampiro, certamente nos primeiros episódios, que é maligno, são os personagens humanos que tem falhas,” Moyer diz. “A cidade vê o Bill como o pária, mas Alan não o estabelece dessa forma. Sim, ele é um vampiro e, sim, ele poderia rasgar sua garganta, mas ele é antiquado e romântico, assim a tensão sexual entre Bill e Sookie é algo que é muito romântico e cortês. Com exceção das mordidas, sua relação é de um grande amor.”
Ele está feliz por estar na Inglaterra. “Eu ainda penso que aqui é meu lar, e as charnecas inglesas são meu lugar, meu cantinho. No sábado, a primeira coisa que fizemos, eu e meu filho, foi pular no lago dos homens. Eu adorei.” Moyer tem dois filhos de relacionamentos anteriores que vivem na Inglaterra, com suas mães: Billy, nove anos, cuja mãe é professora assistente, e lilac, com sete, de seu relacionamento de sete anos com uma jornalista, Lorien Haynes. Ele também tem um cão que vive em Los Angeles. ‘Ele tem 10 anos, portanto não me parece justo trazê-lo de volta. Eu sinto falta dele. Eu saí para uma caminhada na charneca, sem o meu cão, e foi estranho.” Ele tem uma casa nas proximidades de Highgate, mas cresceu em um vilarejo perto de Brentwood, Essex. Isso influenciou o seu gosto precoce por roupas e música. “Eu era um modernete, um fanático por Paul Weller. Todos nós éramos.”
Muitos de seus velhos amigos deslocaram-se para empregos na cidade, mas o sonho de Moyer era ser um ator de teatro. “Eu escolhi ir para a escola de teatro, o que foi uma escolha estranha para alguém de onde eu era.” Ele se sobressaiu na escola e em produções teatrais locais, e aos 17 montou sua própria companhia, a Reject Society, dirigindo e atuando regularmente. Ele ganhou um lugar na Academia de Londres de música e artes dramáticas, conseguiu seu primeiro trabalho profissional, em uma produção de Oliver! com o Teatro Nacional de Gales, em seguida, fez o teste para a Royal Shake speare Company, trabalhando lá por 18 meses, antes de seguir em turnê como Romeu com a Oxford Stage Company. Eventualmente, ele trocou os palcos pela televisão, e viu-se escalado para vários papéis sexy. “Sempre que as pessoas me perguntam se é estranho fazer todas aquelas cenas de sexo [em True Blood], bem, dando uma olhada no meu antigo currículo, minha pequena bunda de melão já apareceu de tudo quanto é jeito em muitas outras coisas antes.”
Já houve um tempo em que ele pensou, claro, em entrar num grande sucesso de bilheteria? “Um monte de vezes, mas eu nunca acreditei nisso. Eu fiz um filme chamado “Príncipe Valente [que interpretou o personagem-título, ao lado de Edward Fox e Joanna Lumley] e algumas pessoas disseram, ‘Desta vez, no ano que vem, cara, você vai ser um sucesso.’ Mas eu li o roteiro, e sabia que não ia ser “. Isso foi em 1997. Desde então, ele teve apenas um pouco mais para pagar suas dívidas, com papéis em séries britânicas como Casualty, Cold Feet, Midsomer Murders, Peak Practice e Waking the Dead. Ele teve um papel principal em NY-LON, série do Canal 4, em 2004, interpretando um negociante cosmopolita, mas apesar de alguns diálogos interessantes, nunca foi realmente um sucesso.
Quando leu o roteiro de True Blood, ele tinha acabado de terminar uma série de tv americana chamada The Starter Wife. “Eu não queria fazer nada que pudesse me ocupar por um longo período novamente, mas minha agente disse, ‘Bem, há uma coisa…’ “. Ela lhe enviou o roteiro e Moyer ficou encantado. “Vampiros nunca fizeram meu gênero – Eu tinha lido Entrevista com o Vampiro, de Anne Rice, que era sobre isso – mas eu senti que o que Alan tinha conseguido colocar em um piloto de 55 minutos foi tão profundo e denso, eu adorei”.
Ele teve que fazer uma audição gravada na manhã seguinte em Londres. Ball notou que ele se sobressaiu, porque não estava vestindo preto, mas Moyer contou que na verdade nem teve tempo para pensar nisso. “Depois disso eu peguei os meus filhos na escola, cheguei em casa e descobri que tinha sido assaltada. Minha filha entrou no quarto dela e disse: “Eles não roubaram meu ursinho de pelúcia”, e Billy disse: “Eles não roubaram meu travesseiro ou meu edredon!” Ao ouvi-los eu desmoronei, daí, meia hora depois a HBO ligou dizendo que queriam que eu pegasse um vôo. Foi um dia interessante. “
Ele conheceu Anna Paquin, 12 anos mais jovem que ele, quando ele sobrevoou para o teste. (Muitos vão lembrar dela como a garotinha séria em “O Piano” de Jane Campion, embora ela talvez seja agora mais conhecida como Vampira em X-Men.) “Eu estava bronzeado e loiro depois de The Starter Wife, e quando eu encontrei Anna ela estava muito pálida e de cabelo escuro, como ela é na vida real. Eu li o piloto, que tinha uma Sookie loira, bronzeada, então ela não era o que eu tinha imaginado.
Houve uma faísca instantânea. ‘Imediatamente Alan e Anna e eu estávamos todos tirando sarro um do outro, que foi muito refrescante e não acontece muito frequentemente. Então, depois que fizemos o piloto, ficou bastante claro que eu – bem, nós dois – queríamos levar as coisas mais adiante.” Eles não levaram a relação a público até a primeira temporada ter acabado nos E.U.A. “Nós não contamos a ninguém por cerca de 10 meses,” Moyer diz. “Nenhum de nós queria que a nossa relação fosse a história. Foi muito bom poder levar nossas vidas sem qualquer atenção. E foi engraçado, realmente, porque nós estávamos morando em Venice [um bairro em frente à praia em Los Angeles] e todo mundo em Venice sabia. Temos um monte de cafés e restaurantes que costumamos ir, então não era como se nós não estivéssemos sendo vistos juntos. “
Hoje em dia eles não podem nem mesmo ir cortar o cabelo sem serem fotografados juntos. ‘Fiquei chocado na primeira vez que os paparazzi me encontraram na América – quando uma câmera de vídeo é colocada na sua cara e você é questionado e 15 pessoas estão andando para trás, tirando sua foto. Eu estava saindo de uma pizzaria e a minha filha estava comigo. Seu instinto paternal aparece em momentos como esse, porque eles não optaram por serem filhos de um ator – e de repente eu percebi por que os atores reagiam antes.”
Moyer e Paquin agora estão noivos, mas ele não está elaborando uma data para o casamento. “Nós não pensamos nisso”, diz ele, “mas nós estamos muito felizes”. É estranho, ter duas identidades, sendo Bill e Sookie, bem como Stephen e Anna?
“Bem, nós crescemos como um casal na frente da nossa equipe, por isso somos todos como uma família. Eles viram todos os aspectos do nosso relacionamento, eles nos viram ter relações sexuais, e depois vamos para casa e somos só nós dois na cama. Eu meio que sinto falta deles.” Ele brinca. “Nossas vidas são muito diferentes da dos personagens”, diz ele.
A diferença mais surpreendente é a voz. Na América, as pessoas o param e pedem para ‘fazer a voz’, o sotaque lento do Sul que já tem suas próprias paródias na internet (no funnyordie.com). “No teste de tela, eu me imaginei fazendo esse sotaque americano genérico que eu tinha feito antes, mas quando cheguei lá a diretora de elenco disse: ‘Você se deu conta que é sulista?’ E eu disse: ‘Bem, nós podemos tentar; se ficar terrível, voltamos para o outro sotaque.’ ‘E ela disse: ‘Ação’ e saiu … [ele imita lentamente] … meio que o “estilo” do Bill. Depois que eu consegui o papel, eu fiz treinamento com um professor de técnica vocal. Toda mundo na série estava fazendo um sotaque sulista moderno e eu queria algo antiquado. Não há contrações. Bill nunca diz “a gente” ao invés de nós. É sempre: “Eu não quero que nós façamos isso”, o que é engraçado, porque você, começa a se ver fazendo isso na vida cotidiana, dizendo coisas como “Eu não hei de tolerar pães de passas”.*
(*Modifiquei a tradução por que ele se refere às contrações como: não usa can’t e sim cannot. Fica mais formal. Só que traduzido fica sem sentido então mudei as frases.)
Na vida cotidiana, ele é muito bonito – mais do que em True Blood – embora ele afirme ser “tão inseguro quanto qualquer outra pessoa. E ele não é o primeiro ator britânico a se tornar um símbolo sexual interpretando um vampiro. Pergunto-lhe sobre o colega britânico Robert Pattinson, a estrela teen do mega sucesso Twilight. Será que ele vê Pattinson, 23 anos, como concorrência? “Não!”, Ele diz enfaticamente: “Eu poderia ser pai dele. Eu teria que ter começado jovem, mas …” Bill Compton é, certamente, uma criatura muito diferente do recatado Edward Cullen de Pattinson, e Moyer começou a ter problemas para chamá-lo de “maricas – o SlimFast, Diet Coke dos vampiros”. Ele é mais cuidadoso hoje. “Eu penso que há coisas piores para uma adolescente ficar arrebatada do que Twilight”, diz ele. “Eu entendo porque se pode dar esse livro a alguém [de Stephanie Meyer] e dizer, isso é bom, é sobre um caso de amor puro, por favor, se apaixonem por Robert Pattinson.
“Nosso show é muito diferente, é claro, e tem seu lugar. Embora às vezes eu tenha garotos de 10 ou 11 anos chegando e pedindo meu autógrafo, e eu digo: “Você já assistiu essa série?” E eles dizem, “Sim, adoro.” Eu não poderia me sentar na mesma sala que minha mãe e assistir essa série. Quero dizer, é realmente picante.
Para terminar e felicidade geral da nação, algumas fotinhas do Stephen Moyer para a revista britânica For Him Magazine deste mês, mostrando tendências masculinas para o inverno. Por Bettina Rogovsky
Créditos a: ilovetrueblood.blogspot.com , pela ótima tradução da entrevista.
28/09/2009
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